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20/09/2017
Variados
Produtores do Marajó querem a reativação do projeto de seringueira
 

O Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Seringueira poderá ser reativado no Pará. Esse é o anseio dos produtores do Marajó que estiveram nesta terça-feira, 19, na Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), com o secretário Giovanni Queiroz. Eles querem o apoio do governo do Estado para conseguir recursos federais com o fim de viabilizar a produção de borracha na região.

O programa da Sedap, que chegou a ser incluído no plano federal de Desenvolvimento Territorial Rural, começou em 2013 no município de Anajás, mas parou no ano seguinte por causa da mudança de governo e de prioridades. Hoje os produtores querem a reativação dos seringais nativos do Marajó, que possui 30 milhões de árvores em seis municípios, 10 milhões só em Anajás, onde será desenvolvido o projeto piloto com produção de borracha, açaí e essência de óleos vegetais.

A área para o plantio já está pronta, mas não tem a estrutura necessária para absolver a produção de borracha e precisa de uma pequena agroindústria para beneficiar o açaí e extrair o óleo vegetal. O programa já cadastrou duas mil famílias de produtores, 400 só na área de seringueira. Cada um tem capacidade para produzir meia tonelada de borracha por mês, mas o projeto está parado por falta de comprador.

“A produção tem mercado garantido porque o Brasil importa 160 mil toneladas de borracha anualmente da Malásia e Indonésia”, informou o agrônomo Paulo Soares, da Federação Agropecuária do Pará (Faepa), que assessora a prefeitura de Anajás. O secretário de Agricultura do município, Ozemar Alves, disse que “o projeto é a esperança de crescimento de Anajás, que tem 90% da população de 30 mil habitantes abaixo da linha de pobreza”.

O secretário Giovanni Queiroz vai tentar viabilizar linhas de microcrédito no Banco do Estado Pará (Banpará) para atender os produtores e sugeriu também os recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf-Floresta), “mas é preciso que os agricultores estejam adimplentes junto às instituições financeiras para recuperar o crédito bancario”, alertou.

Fonte: AGPA

 
  
 
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